O ano que hoje acaba foi como a mesa de jantar de sexta-feira passada.
Cheia de amigos, de conversas simultâneas e trocadas, de risos e sorrisos, de dúvidas tolas e sérias, de angústias superficiais e profundas, de lágrimas escondidas, de gargalhadas abertas, de alianças trocadas por amor ou desfeitas pelo vento que o desvanece.
Uma mesa tão cheia de mudança a acontecer, de planos e sonhos urgentes, que o copo de vinho derramado só poderá significar, como dizem os antigos, felicidade para todos nós em 2008.
Sejamos individualistas na procura do que nos faz feliz. Há que acreditar: merecemos o melhor, merecemos o respeito. Para começar, de nós mesmos. E se tivermos de o gritar, gritemos. Como faz a poderosa Annie Clark, à frente destes St. Vincent. Bom ano!
2007/12/31
Now Now (ou porque não vou ser o cãozinho favorito de ninguém em 2008)
2007/12/09
A Lista

À minha frente o ecrã é um arranha-céus de janelas minimizadas
e na secretária não encontro nada,
nem sequer o agrafador que tanta falta faz.
Tenho folhas caídas, canetas sem tampa, frases sublinhadas com nexo,
ou nem isso. Sublinhadas, apenas.
Ao lume, cheira-me, o caldo verde está pronto.
E a carne, descongelada no alguidar, pede fogão.
A tábua e o ferro olham para mim com a tristeza dos abandonados.
É domingo. Não chove lá fora, mas cá dentro o sol ainda
não teve coragem de afastar todas as nuvens.
Preciso de um banho.
Talvez mais logo, quando a noite vier e o corpo exausto
dobrado e dormente me obrigar a adiar
a lista, a minha eterna lista
que, como o oceano à vista, nunca tem a porra de um fim.
2007/09/30
Amanhã vou tirar a teima!
Hoje só temos esta versão ao vivo, mas amanhã, grande dia da música, chega o disco: "Cintura". Mesmo sem o escutar, já marquei na minha agenda - 6 de Dezembro, na Aula Magna, seremos um fabuloso Clã!
2007/09/26
Eu é que estou maluca?!
Sim, deu-me para as massagens e o zen da vida, mas à Júlia Pinheiro bateu-lhe mais forte. Porquê, senhores, andar vestida de noiva nos mupis da cidade a apregoar um novo programa da TVI? Com um ramo de flores rídiculo, porquê? E um vestidinho parolo, porquê? PORQUÊ?
2007/09/25
Como é que eu sei
2007/09/20
Malandragem
Já cá não está, mas a sua voz continua tão vivaça como ela sempre foi. Ela, Cássia Eller, e Cazuza, um mestre das palavras em língua portuguesa. Hoje dedico esta canção a mim própria. Porque sim.
2007/09/19
Decididamente
Por estes dias, alguém que acabara de me conhecer mas que, por circunstâncias várias, sabe alguma coisa da minha vida, disse:
- Não a imaginava assim.
- Como? Assim tão alta ou assim tão despenteada?
- Não. Assim... Tão sorridente e bem-disposta.
- Sim, sou bem-disposta.
- Pois, já percebi que é daquelas pessoas insuportavelmente irritantes...
(Silêncio de quem não está a pescar nada)
- ... Daquelas pessoas que têm o mundo a explodir aos seus pés, mas continuam a acreditar que vai tudo correr bem...
(Silêncio de quem já começa a ficar azeda)
- ... Daquelas pessoas que são umas chatinhas optimistas.
- Por acaso, nunca tinha visto a coisa por esse prisma. Mas tem razão: sou insuportavelmente irritante e uma chatinha optimista.
- Não a imaginava assim.
- Como? Assim tão alta ou assim tão despenteada?
- Não. Assim... Tão sorridente e bem-disposta.
- Sim, sou bem-disposta.
- Pois, já percebi que é daquelas pessoas insuportavelmente irritantes...
(Silêncio de quem não está a pescar nada)
- ... Daquelas pessoas que têm o mundo a explodir aos seus pés, mas continuam a acreditar que vai tudo correr bem...
(Silêncio de quem já começa a ficar azeda)
- ... Daquelas pessoas que são umas chatinhas optimistas.
- Por acaso, nunca tinha visto a coisa por esse prisma. Mas tem razão: sou insuportavelmente irritante e uma chatinha optimista.
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